A Ocupação Esperança, na região da Isidora, em Belo Horizonte e Santa Luzia, MG, nasceu sob o impulso das Manifestações de junho de 2013 e hoje conta com mais de 2.500 famílias sem-terra e sem-casa, famílias que não aguentam mais a pesadíssima cruz do aluguel ou na humilhação que é sobreviver de favor. Por isso, premidas pela necessidade, resolveram por o pé no barranco e partir pra luta por moradia digna. Assim, ocuparam uma grande área que estava ociosa, abandonada, há muito tempo.
Ocupação dos/as Carroceiros/as em Belo Horizonte/MG: Respeito e Negociação, SIM. Despejo, NÃO. 30/12/2018.
Dia 30/12/2018, após reunião com as famílias da Ocupação dos/as Carroceiros/as de Belo Horizonte, MG, situada no bairro Tirol, na região do Barreiro, o advogado popular Thales Viote, do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e da RENAP (Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares) coordenou a gravação de uma reportagem em vídeo. O vídeo 1 dessa reportagem é o que segue aqui.
*Reportagem em vídeo de Thales Viote, do MLB e da RENAP. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 30/12/2018.
Para maiores informações, consulte a Nota Pública no link, abaixo:
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Natal passa pelo respeito ao direito à moradia/Ocupação Vila da Conquista, em Belo Horizonte/MG/Vídeo 2 - 23/12/2018.
No dia 23 de dezembro de 2018, coordenação do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e apoiadores estiveram na Ocupação-Comunidade Vila da Conquista, em Belo Horizonte, para entrega de presentes de Natal às crianças, pelo MLB. A alegria nos rostos e o brilho no olhar das crianças misturaram-se também à expressão de preocupação das 100 famílias que constituem a Ocupação-Comunidade Vila da Conquista. Está marcada para o dia 05 de fevereiro de 2019, no CEJUS (Centro Judiciário de Solução de Conflitos), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Audiência de tentativa de conciliação com o suposto proprietário do terreno. Localizada no bairro ventosa, na capital mineira, a Ocupação, que já existe há quase 4 anos, mudou a paisagem de um terreno totalmente abandonado, sem cumprir função social; muito pelo contrário, era um terreno que servia de depósito de lixão, descarte, de proliferação de mosquitos, insetos, cobras venenosas, colocando em risco a vida da população no entorno do terreno. Hoje, a Ocupação-Comunidade Vila da Conquista é uma Ocupação fortemente consolidada, já com uma rua asfaltada, com casas de alvenaria, serviço de correios, ligação legalizada de água e energia em algumas casas. Há toda uma movimentação de fortalecimento e organização constante da Comunidade de forma coletiva e bem estruturada, com o devido planejamento, sendo acompanhada pelo MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) e por uma grande Rede de Apoio. É inadmissível o despejo das 100 famílias da Ocupação-Comunidade Vila da Conquista, que ali investiram e investem tudo o que tinham e têm, como a única alternativa de libertação da injusta e pesada cruz do aluguel e da especulação imobiliária. A disposição é de luta e resistência para que seja garantido o sagrado direito à moradia digna. O verdadeiro Natal passa pelo respeito à dignidade humana, que se concretiza a partir da moradia digna para todas e todos. É esse olhar que se espera do Poder Judiciário: de humanidade, de bom senso e, sobretudo, de justiça.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/12/2018.
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Ocupação Vila da Conquista consolidada, em Belo Horizonte/MG: Despejo, nunca!/Vídeo 1. 23/12/2018.
Em Belo Horizonte, MG, no bairro Ventosa, região oeste, cerca de 100 famílias, para se libertarem da pesadíssima e insuportável cruz do aluguel e da especulação imobiliária, se uniram, há quase 4 anos, e se organizaram na Ocupação-Comunidade Vila da Conquista, acompanhada pelo MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e pela CPT (Comissão Pastoral da Terra). O terreno estava totalmente abandonado, servindo de depósito de lixão, descartes diversos, criadouro de animais peçonhentos, de mosquitos, colocando em risco a saúde da população em torno do terreno. Hoje, a paisagem é totalmente diferente, com a Ocupação-Comunidade Vila da Conquista fortemente consolidada, com uma rua já asfaltada, com ruas planejadas, sem becos, casas de alvenaria - várias delas com ligação de água e energia legalizadas -, serviço de correio. Apesar de toda essa organização e fortalecimento, os moradores e as moradoras estão apreensivos diante do agendamento de uma Audiência de conciliação para o dia 05 de fevereiro/ 2019, no CEJUS (Centro Judiciário de Solução de Conflitos), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), com o suposto proprietário que, depois de alguns anos, apareceu reivindicando a propriedade. Alegou-se há algum tempo, via Defesa Civil de Belo Horizonte, que as famílias estavam em área de risco e, por isso, deveriam ser despejadas. Entretanto, laudo imparcial e bastante detalhado do geólogo Dr. Carlos von Sperling Gieseke mostrou que não havia (e não há) risco na área ocupada. Agora, aparece um suposto proprietário do terreno. As famílias, o MLB, a CPT e toda a Rede de Apoio clamam por bom senso e justiça do Poder Judiciário, e posicionam-se em luta e resistência para garantir a permanência das famílias na área que já se constituiu uma Comunidade, bem estruturada, com a Ocupação bastante consolidada. O justo e ético é que seja respeitado o princípio da dignidade humana e do direito à moradia às famílias da Ocupação-Comunidade Vila da Conquista. Nesse vídeo, uma visão geral da Ocupação-Comunidade Vila da Conquista, com depoimentos de moradores e do Dr. Carlos von Sperling, no dia 23 de dezembro/2018, quando a coordenação e militantes do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), a CPT e apoiadores estiveram na Comunidade para distribuição de presentes de Natal às crianças, pelo MLB.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/12/2018.
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Natal na Ocupação Esperança, na Izidora, em Belo Horizonte/MG - Almoço Comunitário: A força do amor. 23/12/2018.
Na Ocupação-Comunidade Esperança, região da Izidora, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a força do amor uniu moradores e apoiadores para a realização de um almoço comunitário de Natal, no sábado, 23 de dezembro de 2018. Na partilha, na solidariedade, na confraternização, a celebração do Menino Deus nascido ali, entre os pobres e oprimidos pelo poder e pela exploração do capital e dos capitalistas. E é bem ali também que ecoa a voz revolucionária de esperança na luta e na resistência de todos os dias, testemunhando de forma concreta a presença de Jesus de Nazaré, que veio para que todas e todos tenham vida e a tenham em abundância (João 10,10). Após o almoço, a distribuição dos brinquedos às crianças saudou o Menino Jesus presente em cada uma delas, lembrando que têm direito a uma infância feliz, com todos os direitos e dignidade respeitados. Uma verdadeira Festa da Vida aconteceu na Ocupação-Comunidade Esperança, umas das quatro ocupações da Izidora (Rosa Leão, Esperança, Vitória e Helena Greco)! Luta fortalecida no amor em movimento!
*Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/12/2018.
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Terra, mãe libertadora! Quilombo Campo Grande/Campo do Meio/MG. Vídeo 7 - 26/11/2018.
Visitar os Acampamentos que integram o Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST) em Campo do Meio, sul de Minas Gerais, é fazer uma viagem por caminhos de trabalho, resistência e muita luta pelo direito à terra. A terra, abandonada em 1996, pela Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo ( CAPIA) da antiga Usina Ariadnópolis, massa falida, e sem cumprir função social, foi ocupada por 450 famílias; a maioria de trabalhadoras e trabalhadores da Usina que ficaram sem receber seus salários e suas indenizações. Só as dívidas trabalhistas da empresa ultrapassam os 300 milhões de reais. Nos 3.900 hectares ocupados, mais de 2 mil trabalhadores fazem a terra produzir de forma agroecológica, com responsabilidade social e ambiental. A história dessa gente é uma verdadeira história de libertação. Em uma região em que a escravidão deixou suas tristes e dolorosas marcas, a luta pela terra tem a ver com liberdade, dignidade, cidadania, justiça social e paz. Nesse vídeo, a riqueza do depoimento do Sr. Amâncio, do Assentamento Primeiro do Sul, na ex-fazenda Jatobá, ao lado do Quilombo Campo Grande. Nascido e criado nas terras do grande latifúndio da massa falida da antiga Usina Ariadnópolis, Sr. Amâncio fala dos detalhes de toda uma trajetória de luta e resistência de um povo que vê na terra a Mãe Libertadora que lhes garante a força, a ternura e o sustento da vida.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 26/11/2018.
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Sr. Mozar do Quilombo Campo Grande, do MST, em Campo do Meio, sul de MG: Vida que depende da terra – Vídeo 6 – 26/11/2018.
No Acampamento Fome Zero, um dos 11 Acampamentos que integram o Quilombo Campo Grande, no grande latifúndio da massa falida da antiga Usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de Minas Gerais, uma cena chama a atenção em meio a tantas outras cenas de luta e trabalho na terra: o Sr. Mozar Oliveira de Andrade, 71 anos, com sua pequena enxada, trabalhando na lavoura de feijão. O diferencial está na determinação do Sr. Mozar, na sua capacidade de superação. Vereador por três mandatos em Campo do Meio, sempre lutando em defesa do bem comum, Sr. Mozar travou uma grande luta contra o câncer. Como sequelas, a amputação de uma perna e a perda da voz. Hoje, fala quase incompreensível com a ajuda de um aparelho. Contudo, sua resiliência diante das limitações foi mais forte e diariamente, lá está o Sr. Mozar, em uma das lavouras de feijão, no Acampamento Fome Zero, do Quilombo Campo Grande, com sua enxada de cabo curto, na capina, na colheita, com coragem, esforço e alegria. Para o Sr. Mozar terra é sinônimo de vida. Seu suor rega a terra, a terra sustenta seu corpo e dá vida sempre renovada à sua vida de luta. No Sr. Mozar, uma grande lição de vida e a expressão fiel da resistência de um povo que há mais de 20 anos ocupa essas terras que, abandonadas, não cumpriam função social e hoje, pela força do trabalho de 450 famílias, mais de 2 mil camponeses e camponesas, trabalhadoras e trabalhadores rurais, produz alimentos saudáveis, orgânicos, sem agrotóxicos, gera renda, cidadania, garante vida e vida com dignidade. Pelo Sr. Mozar e por todos os trabalhadores e trabalhadoras do Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, Minas Gerais, DESPEJO, NÃO! DIREITO À PERMANÊNCIA DEFINITIVA NA TERRA, SIM!
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 26/11/2018.
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Função social para a terra nos 11 Acampamentos do MST, em Campo do Meio, no sul de MG – Vídeo 5 - 26/11/2018.
Nos rostos as marcas da luta traduzidas na alegria de tantas felizes iniciativas de bons resultados misturam-se às marcas de preocupação pelo despejo anunciado e, por ora, suspenso. Nas mãos calejadas os sinais do trabalho diário na terra, de forma consciente, com responsabilidade social e ecológica. Da terra vem a resposta generosa com grande produção, de qualidade, saudável a alimentar as 450 famílias que integram o Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST), no grande latifúndio de Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de Minas Gerais, gerando emprego, renda, dignidade e cidadania a mais de 2.000 camponeses e camponesas, trabalhadores e trabalhadoras rurais que cuidam da terra e a fazem produzir. Além disso, a produção agroecológica, orgânica do Quilombo Campo Grande faz circular a economia na cidade de Campo do Meio e região e abastece também feiras e festivais realizados pelo MST em Minas Gerais e em São Paulo. Nesse vídeo, a beleza das imagens do trabalho desenvolvido no Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, MG com o depoimento de trabalhadores sobre sua luta diária, sua pertença à terra, alguns desde o nascimento, e o porquê de não poder se aceitar a injustiça e a arbitrariedade de uma ação de despejo. Nas terras abandonadas em 1996, com a falência da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), empresa responsável pela Usina Ariadnópolis, mais de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras puseram-se a serviço e deram a essas terras uma função social. E é ali, nessas terras da massa falida da antiga Usina Ariadnópolis que vivem, trabalham, produzem as 450 famílias do Quilombo Campo Grande, e é onde devem permanecer definitivamente, com todos seus direitos legitimados.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 26/11/2018.
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