quinta-feira, 28 de junho de 2018

Luta pela terra/Povo Cigano da Lagoa de S. Antônio/Pedro Leopoldo./MG. 2...

Luta pela terra e pelo acesso às Políticas Públicas mobiliza Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio em Pedro Leopoldo/MG. 2a parte. 14/6/2018.

É crítica e preocupante a situação das 14 famílias da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, no município de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG. Se a beleza da cultura cigana nos encanta, se sua alegria nos contagia, é certo também que nos causa indignação o desrespeito aos seus direitos por parte do Poder Público Municipal de Pedro Leopoldo, na RMBH. Acampadas, por necessidade, em torno da Lagoa de Santo Antônio, as famílias sobrevivem sem acesso à eletricidade, água potável e saneamento básico. Além disso, encontram dificuldades para acessar o serviço público de saúde, transporte, segurança, assistência social, direitos fundamentais garantidos na Constituição Federal. Preocupadas com a poluição da Lagoa de Santo Antônio, causada pela ausência de políticas públicas ambientais que deveriam cuidar da sua revitalização e preservação, a Comunidade Cigana reivindica um terreno adequado, com infraestrutura necessária para que possam armar suas tendas e fixar morada. Se morar nas barracas é uma opção, uma expressão da cultura e dos hábitos do Povo Cigano, fixar essas barracas na terra é um direito das Comunidades Ciganas. Nesse vídeo, a Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio continua o relato da situação de vulnerabilidade social a que está exposta e apresenta também denúncias de situações injustas vivenciadas. Uma grande Rede de Apoio se formou para fortalecer e dar visibilidade a essa luta por direitos e exigir que sejam respeitados. Cabe à Prefeitura de Pedro Leopoldo oferecer à Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio um terreno adequado para seu acampamento, onde possam existir, de fato, como ciganos e como pessoas cidadãs respeitadas em seus direitos, em sua dignidade humana.

*Reportagem em vídeo de Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Pedro Leopoldo, MG, 14/6/2018.

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terça-feira, 26 de junho de 2018

Comunidade Cigana da Lagoa de S.Antônio/Pedro Leopoldo/MG: Clamor por di...

Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo/MG: Clamor por direitos. 1a parte. 14/6/2018.

As 14 famílias do Acampamento Cigano localizado ao lado da Lagoa de Santo Antônio, no município de Pedro Leopoldo, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), lutam e resistem em defesa de seus direitos.
A beleza da Comunidade Cigana contrasta com a grande precariedade de condições reais de vida. As famílias estão sobrevivendo com migalhas e improvisos de água e de energia, e sem nenhuma estrutura de saneamento básico, ficando expostas a sérias doenças causadas por essa situação. Além disso, sofrem preconceito e discriminação por parte do Poder Público que tem lhes dificultado e até mesmo negado o acesso às políticas públicas a que têm direito. O descaso e o desrespeito aos direitos desse Povo Tradicional, de cultura milenar, são notórios também em outras Comunidades Ciganas do município e municípios vizinhos. A Comunidade Cigana acampada em torno da Lagoa de Santo Antônio reconhece a importância da preservação ambiental  e as famílias afirmam que só estão no local por necessidade, por não terem outro local onde armar suas tendas, que são suas moradias, onde cada família constrói o seu sagrado lar.
É urgente que a Prefeitura de Pedro Leopoldo desenvolva ações no sentido de garantir território adequado, com saneamento básico, para o acampamento dessas famílias da Comunidade fixada em torno da Lagoa de Santo Antônio. A Rede de Apoio que se formou nessa luta por direitos dos Povos Ciganos e a Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio reivindicam ainda que o Poder Público Municipal crie Políticas Públicas específicas para as Comunidades Ciganas e, enquanto isso não se efetive, que sejam garantidos os direitos fundamentais dessas famílias, que têm  inclusive, crianças com necessidades especiais de atenção, com acesso às  políticas públicas existentes na área da saúde, assistência social, educação, transporte, entre outros. É preciso VER, RESPEITAR e ATENDER o Povo Cigano. A violação dos seus direitos fere, sobretudo, o princípio da sua dignidade humana. O poder público municipal de Pedro Leopoldo tem o dever de arrumar terreno adequado para acolher a Comunidade Cigana para que possa viver com dignidade. Esse direito está assegurado pela Constituição Federal, pela Convenção 169 da OIT, pelo Estatuto dos Povos Ciganos etc.

*Reportagem do frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. São Leopoldo, MG, 14/6/2018.

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Direito à terra: retomada Indígena Kamakã Grayra, Esmeraldas/MG. 2a part...

Direito à terra e a Políticas Públicas específicas - Retomada Indígena Kamakã Grayra /Esmeraldas/MG. 2a parte. 16/6/2018.

Representantes da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) – Coordenação Regional de Minas Gerais e do  Espírito  Santo -, da CPT-MG (Comissão Pastoral da Terra - www.cptmg.org.br ) e do CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br) reuniram-se, no dia 06/6/2018, com lideranças indígenas da Aldeia Kamakã Grayra, em fazenda da FUCAM (Fundação Educacional Caio Martins), no município de Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para se inteirarem melhor da atual situação da Aldeia do Povo Kamakã Mongoió, em retomada dessas terras. São 62 famílias que, há um ano e meio, desde 1 de janeiro de 2017, estão na Fazenda Santa Tereza (uma das três propriedades da FUCAM, em Esmeraldas) e, cultivando a Mãe terra e com ela se relacionando, deram função social e humana a um território que estava abandonado há décadas. Hoje, os indígenas em retomada na fazenda Santa Tereza, da FUCAM, se alimentam do que produzem, além de encontrarem ali um espaço e um ambiente próprios à prática dos seus rituais, da vivência da sua espiritualidade e do resgate da sua cultura, das suas tradições. A Rede de Apoio e o Povo Kamakã Mongoió exigem do Governo de Minas Gerais o reconhecimento da legitimidade dessa retomada, com efetivação da Concessão de Uso da terra para essa Comunidade indígena. Exigem ainda que seja garantido ao Povo Kamakã Mongoió o acesso a políticas públicas que lhes garantam melhor qualidade de vida. O justo e ideal seria que aos Povos Indígenas fossem direcionadas políticas públicas específicas, que respeitassem sua cultura, seus hábitos, seu jeito de ser e de viver. Indígenas da Aldeia Kamakã Grayra são vítimas de preconceito até mesmo em escola da FUCAM; lugar que, por ser espaço específico de Educação, deveria atuar na construção de valores humanos, morais, éticos, que defendam e promovam a inclusão e reconheçam o direito fundamental de todo ser humano à dignidade. A ação inversa a esse direito que lhes é negado faz com que muitos abandonem a escola, o que só faz aumentar a desigualdade social e aumentar a distância de acesso a oportunidades que exigem escolaridade. Para a Aldeia Kamakã Grayra, na FUCAM, em Esmeraldas/MG, e para todos os Povos Indígenas, o direito à permanência nas terras que lhes pertencem, de fato, às políticas públicas, à dignidade humana. Nenhum direito a menos.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Esmeraldas, MG, 06-6-2018.

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Tributo ao Zequinha do MST/MG: José Nunes viverá em nós sempre, na luta!...

Tributo ao Zequinha do MST/MG: José Nunes viverá em nós sempre, na luta! 23/6/2018.

José Nunes, o Zequinha do MST, nasceu no início da década de 1960 e partiu para a vida em plenitude, repentinamente, na noite de 22 de junho de 2018. Zequinha, após luta junto aos companheiros do Sindicato dos Trabalhadores de Águas Formosas, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, militou no MST de Minas Gerais, desde 1988, participando da Ocupação que se tornou o Assentamento Aruega, em Novo Cruzeiro. Zequinha, militante histórico do MST em MG, deixou um grande legado de luta pela terra.

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Retomada Indígena Kamakã Grayra/Esmeraldas/MG: O direito à terra. 1ª Par...

Retomada Indígena Aldeia Kamakã Grayra, em Esmeraldas, MG: O direito à terra. Reconhecer a legitimidade da Retomada é dever do Governo de Minas Gerais. 06/6/2018.

 Lideranças indígenas Kamakã Mongoió, da Aldeia Kamakã Grayra, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG, reuniram-se, no dia 06/6/2018, com representantes da CPT (Comissão Pastoral da Terra- www.cptmg.org.br ), CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), na Fazenda Santa Tereza da FUCAM (Fundação Educacional Caio Martins), cujo território encontra-se em retomada (os indígenas ocupando o que lhes pertence por direito), há um ano e meio. Vítimas do preconceito, da discriminação, da violência e de injustiças constantes na cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana, os indígenas Kamakã Grayra decidiram pela retomada da Fazenda Santa Tereza que encontrava-se totalmente abandonada, sem cumprir qualquer função social. Hoje, as 62 famílias indígenas que lá estão já mudaram a paisagem com o cultivo de hortas, mandiocas, mudas frutíferas e se alimentam do que produzem. Nesse vídeo, a beleza da dança indígena do povo Kamakã e o depoimento da cacica Éxina (que significa Onça Guerreira), Marinalva, que fala do desrespeito que sofrem por parte de diretores da FUCAM, da importância da terra para o povo indígena, da necessidade de apoio nas negociações para que a retomada seja reconhecida legalmente e da intenção de acolher ali parentes indígenas que também enfrentam dificuldades em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG. Ter reconhecida a legitimidade da Retomada Indígena Kamakã Grayra, em Esmeraldas, MG, é um direito do Povo Kamakã Mongoió e um dever do Governo de Minas Gerais.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI.

Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Esmeraldas, MG, 06-6-2018.

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vem aí a XXI Romaria das Águas e da Terra/MG/7a Reunião de Preparação/L...

Vem aí a XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais – 7ª Reunião de Preparação em Lagoa da Prata/Diocese de Luz/MG – 16/6/2018.

 Mais uma feliz reunião de preparação da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais aconteceu em Lagoa da Prata, Diocese de Luz, MG, no dia 16/6/2018. Com entusiasmo e renovado ardor profético, os participantes apresentaram a camiseta da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, que tem como tema: “Das Nascentes do São Francisco às Terras da Justiça” e como lema: “Cuidando da Mãe Terra e da Irmã Água”. No próximo dia 23/6/2018 – sábado – acontecerá a 1ª Pré-Romaria da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais; será em Arcos, Diocese de Luz, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, das 13h às 17h. Iluminados pelo Evangelho de Jesus de Nazaré, inspirados pela Carta do Papa Francisco, “Laudato Si” (Louvado Seja – Sobre o Cuidado com a Casa Comum), façamos da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, o encontro profético, missionário, de anúncio, de denúncia, de solidariedade, de comunhão de luta contra toda forma de destruição da vida, em toda sua biodiversidade, em especial da morte lenta do rio São Francisco e suas nascentes, que clamam por socorro, por revitalização.

* Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI.
Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG.

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Povos indígenas na RMBH: vital o apoio dos/das parceiros/as. CEDEFES/BH...

Povos indígenas na RMBH: é vital o apoio dos/das parceiros/as. Abril Indígena – CEDEFES - Belo Horizonte/MG. 7a parte. 23/4/2018.

 A realidade dos Povos Indígenas na cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) é preocupante e causa indignação nas pessoas que defendem o respeito e a justiça como direitos fundamentais de todos e todas, sem distinção. A violência crescente, o preconceito, a discriminação, a ausência de políticas publicas específicas para a população indígena da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das ameaças de despejo de territórios onde aldeias estão acampadas, motivaram integrantes do CEDEFES ((Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), a promoverem oportuno e importante debate, inserido nas atividades do “Abril Indígena”, com o tema: “Direitos Indígenas e a questão ambiental: partilhando reflexões para a luta”. Além de várias lideranças indígenas, participaram desse debate a Professora Dra. Alenice Baeta, historiadora e arqueóloga, e outros/as integrantes do CEDEFES, o frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, o Pablo Camargo, historiador e indigenista, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), entre outros. Uma das ações concretas resultantes desse debate foi o compromisso da diretoria do CEDEFES de solicitar uma Audiência Pública à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para que seja realizado o debate desses graves problemas (principalmente a violência), enfrentados pelos Povos Indígenas na RMBH) e sejam, consequentemente, definidas diretrizes eficientes que garantam aos Povos Indígenas seus direitos de ir e vir com segurança, de manifestar sua cultura e, sobretudo, garantam o respeito à sua dignidade humana. Nesse vídeo, Kapua Lana, liderança indígena do Povo Puri, que trabalha como biólogo na Prefeitura de Ibirité/MG, fala da necessidade de apoio para que seja estruturada a Aldeia Indígena em São Joaquim de Bicas, MG, de forma a assegurar às famílias indígenas da aldeia condições digna de vida.

*Reportagem do frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI.
Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/4/2018.

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