segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Fé cristã e eleições 2018: em quem Jesus não votaria?

 Reprodução: Oscar de Barros.

Fé cristã e eleições 2018: em quem Jesus não votaria? Por Gilvander Moreira[1]

Eta, espinheira danada / Que o pobre atravessa pra sobreviver / Vive com a carga nas costas / E as dores que sente não pode dizer ...” (Música Espinheira, de Duduca e Dalvan).

A crise plural pela qual passa o povo brasileiro e mundial é gravíssima: crise econômica, política, ecológica, social, crise das instituições etc. Ingenuamente pessoas acreditam que votar corretamente é o caminho para superar as injustiças. Pode ser um caminho, mas não o caminho, pois “entra ano e sai ano e o tal de fulano ainda é pior...”, cantam Duduca e Dalvan. Dentro dos ditames do sistema capitalista, eleições garantem apenas fachada de democracia em sistemas opressores. Correto é investir apenas 5% do nosso tempo, sabedoria e energia em eleições para elegermos os/as melhores candidatos/as e dedicar 95% do nosso tempo, sabedoria e energia na luta por direitos humanos fundamentais para construirmos Política com P maiúsculo, que é luta pelo bem comum. Justo seria se o voto fosse facultativo e votasse quem quisesse e tivesse acesso às principais informações para discernir quais são os/as melhores candidatos/as. Fato é que Eleição não é o que garante democracia econômica, social e política. O voto vale muito pouco. Se voto tivesse valor, não teria acontecido golpe parlamentar, jurídico e midiático contra e ex-presidenta Dilma Rousseff, sem ela ter cometido crime de responsabilidade. Alegando que iriam diminuir o desemprego, a maioria dos deputados federais e senadores ignoraram 54 milhões de votos e destituíram uma presidenta eleita pela vontade da maioria do povo brasileiro, abrindo as comportas para vários cortes em direitos fundamentais/sociais e rasgando a Constituição.
Há vários mitos e mentiras circulando agora em tempo de campanha eleitoral. O Brasil não é uma empresa e nem um quartel. Logo, a eleição presidencial não é para escolher o melhor coronel/capitão e nem para escolher o melhor administrador de empresa. O Brasil é um país com 206 milhões de habitantes, um território de 9,5 milhões de quilômetros quadrados e com biomas – Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal, Caatinga e Pampa – profundamente devastados pelo agronegócio que, por meio de monoculturas, uso exagerado de agrotóxico e produção de alimentos transgênicos, está causando a maior devastação socioambiental da história. Pesquisas científicas apontam que o uso de agrotóxicos na agricultura do agronegócio está causando câncer em mais de 600 mil pessoas a cada ano no Brasil.
O latifúndio continua sendo a coluna mestra do capitalismo brasileiro, que é uma máquina de moer vidas humanas e de toda a biodiversidade. As áreas urbanas, por sua vez, consolidam os modelos de desigualdade social, onde a população empurrada para a periferia não tem acesso a uma política habitacional, saneamento básico, saúde e transporte digno. A violência social campeia com mais de 70 mil jovens sendo assassinados anualmente. Diante desse cenário, seja em área rural ou urbana, uma cortina de fumaça está sendo insuflada diante do povo que está sendo cegado e impedido de discernir quais são os/as candidatos/as éticos/as e que de fato serão representantes do povo nos poderes executivo e Legislativo, em âmbito federal e estadual.
As causas principais da violência social que se abate sobre o povo brasileiro, a Mãe Terra, as águas e todos os seres vivos está no capitalismo, sob o modelo de agronegócio e a superexploração dos bens naturais que é imposta pelas empresas transnacionais e pelo capital financeiro e especulativo, principalmente. Predomina aqui o racismo ambiental sob a manutenção da condição de colonialismo que atinge trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e outros tipos de povos tradicionais, em regra os mais penalizados. Ainda importante lembrar que nos últimos 20 anos aproximadamente 50 mil trabalhadores se encontravam em situação análoga à escravidão, sendo que esta estimativa deve ser bem superior, estando a maioria envolvida escravizada nos setores de extração mineral, construção civil, agronegócio e confecção de roupas e tecelagem, esta última, que serve a famosas grifes de moda e de redes de varejistas.
Não podemos esquecer que a sociedade brasileira é uma sociedade de classes, organizada para reproduzir a desigualdade social. Há a classe dominante detentora dos meios de produção – terra, empresas, indústrias, fábricas, grandes comércios e capital financeiro especulativo – subjugando a classe trabalhadora e a classe camponesa. Ou seja, opressão de classe e luta de classes são características básicas das relações sociais capitalistas.
Não se deve dar crédito aos candidatos que repetem à exaustão a cantilena: “Temos que gerar emprego e para isso precisamos atrair investidores internacionais com capital internacional. Para isso temos que reduzir o Estado, promover austeridade fiscal e promover competitividade.” Candidatos e partidos que fazem esse tipo de discurso/propaganda na prática estão dizendo “bem-vindas empresas transnacionais. O Brasil está aqui para ser sugado e surrupiado. E o povo resignado aceitará nova colonização.” Quem promove isso não ama o povo brasileiro.
No Bloco de centro-direita estão os candidatos Geraldo Alkmin (PSDB), Henrique Meireles (MDB) e Bolsonaro (PSL) (para citar os que têm mais votos). São candidatos do grande empresariado e que representarão os interesses do capital nacional e internacional. Jamais irão governar para o povo e nunca com o povo. Serão sempre subservientes aos interesses imperiais dos Estados Unidos e continuarão privatizando as empresas estatais, a mãe terra, as águas, reduzindo o povo à miséria e desertificando nosso território. Esses candidatos não falam nada sobre necessidade de políticas de preservação ambiental e nem de se fazer Reforma Agrária Popular. Ao contrário, prometem fortalecer o agronegócio, as mineradoras e até impedir a demarcação de terras dos povos indígenas e quilombolas. Isso é injustiça que clama aos céus!
Na extrema-direita, Jair Bolsonaro é o pior candidato a presidente, porque ele discrimina as mulheres, os indígenas, os quilombolas, as domésticas, os homossexuais, os pobres. Bolsonaro defende torturadores e a tortura. Ele usa em vão o nome de Deus, pois semeia ódio no tecido social; em vez de colocar livros nas mãos das pessoas, quer liberar o mercado de armas no Brasil. Em 30 anos como deputado, Bolsonaro não contribuiu para melhorar nem a segurança pública no estado do Rio de janeiro. Se eleito, ele será como Trump no Brasil: autoritário e repressor. O ético é pôr nas mãos das pessoas livros e não armas. Ele recebe auxílio moradia sem precisar, usa funcionária do congresso para cuidar da mansão dele no estado do RJ. Ele quer privatizar tudo, ou seja, entregar o povo brasileiro, a Mãe Terra, as águas, tudo para multinacionais. Disse que os povos indígenas não merecem “nem um centímetro de terra”. É uma grande contradição ser pessoa cristã e apoiar quem quer semear violência na sociedade, distribuir armas e autorizar policiais a matar. O povo brasileiro não merece entrar novamente em outra ditadura. O filho dele, Carlos Bolsonaro, também deverá ser julgado por defender a tortura. Grave também são lideranças religiosas, sejam padres ou pastores, induzirem os fiéis a votarem em Bolsonaro só por causa do seu discurso enganoso que diz “Deus acima de tudo e defensor da família e da moral tradicional”. Ele mesmo já passou por vários casamentos e apresenta propostas antagônicas com a fé cristã: armar as pessoas, ensinar crianças a atirar, dizer que a polícia tem que ser autorizada a poder matar etc..
No bloco de centro-esquerda estão a candidata Marina Silva (REDE) e os candidatos Ciro Gomes (PDT), Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). Para a classe trabalhadora e camponesa Guilherme Boulos é o melhor, pois está umbilicalmente ligado aos movimentos sociais populares, sendo Boulos do MTST e tendo como co-presidenta Sônia Guajajara, liderança indígena profundamente comprometida com a defesa da Mãe Terra, da Irmã Água e da família mais tradicional do Brasil: a indígena. Eis uma dica: no 1º turno, votar no melhor e no 2º turno impedir a eleição do pior. Ético e cristão é votarmos em candidatos não capitalistas, à esquerda, e jamais em candidatos de centro ou de direita. Votar em quem defende a classe trabalhadora e a classe camponesa.
De 2003 a 2015, sob o Governo do PT o salário mínimo teve aumento real, 16 universidades federais e 422 Institutos Federais foram construídos, além de várias políticas públicas de respeito aos direitos humanos fundamentais. Conquistas sociais que nenhum outro partido fez. Não podemos aventurar por no volante do Brasil quem insufla políticas repressoras, que são falsos remédios para injustiças sociais e, pior, até acena no rumo de uma nova ditadura. A quem não sabe o que é Ditadura Militar-civil-empresarial sugiro ler o livro Brasil Nunca Mais e assistir ao Filme Batismo de Sangue.
Enfim, o povo trabalhador e camponês não deve votar em deputados que o traiu no Congresso Nacional congelando os gastos sociais por 20 anos, fazendo a “reforma trabalhista”/desmonte dos direitos trabalhistas, cortando direitos sociais e aprovando a terceirização. Sugerimos: Não votar nos deputados federais e senadores (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/saiba-como-cada-deputado-votou-em-relacao-pec-do-teto-de-gastos.html –https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/pec-do-congelamento-de-gastos-como-votaram-os-senadores) que foram a favor da PEC da Morte (congelamento por 20 anos dos investimentos em políticas públicas, Emenda Constitucional nº 95/2016), à Terceirização e à Reforma Trabalhista (https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/reforma-trabalhista-como-votaram-os-deputados – https://g1.globo.com/politica/noticia/saiba-como-cada-senador-votou-sobre-a-reforma-trabalhista.ghtml). Não votar em candidatos que ataquem os Direitos Humanos e defendam o “uso das armas” (https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,arma-e-garantia-de-nossa-liberdade-defende-bolsonaro-em-curitiba,70002247541 ) como solução para os problemas sociais.
Como discípulos/as de Jesus Cristo, devemos primar pela busca da paz como fruto da justiça social, agrária e ambiental; ter o amor e o respeito ao diferente como princípio da convivência social; diante das injustiças sociais, cultivarmos sempre Opção pelos injustiçados como Opção de Classe trabalhadora. É muito importante e fundamental estarmos cientes de que a superação das injustiças passa sempre por educação e cultura popular, a partir dos de baixo. Se as eleições não nos motivam pela politicagem impregnada no sistema que as gerenciam, inspiremo-nos, porém, nas palavras do Papa Francisco e sigamos firmes na luta: “Não deixemos que nos roubem a esperança” (Evangelium Gaudium, 86). Enfim, Jesus de Nazaré não votaria em candidatos que usam em vão o nome do Deus da Vida e nem em candidatos que representam os interesses do capital.

Arinos, MG, 1º/10/2018.

[1] Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Ciências Bíblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupações Urbanas; prof. de “Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos” no IDH, em Belo Horizonte, MG.
www.twitter.com/gilvanderluis        –     Facebook: Gilvander Moreira III

sábado, 29 de setembro de 2018

Clamor do Rio São Francisco/XXI Romaria/Águas/Terra/MG/Missões/6ª Parte...





O clamor do Rio São Francisco em meio à monocultura da cana: XXI Romaria das Águas e da Terra de MG. Missões. 6ª Parte. 08/9/2018.

A XXI Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais, cuja culminância foi celebrada no dia 16/9/2018, em Lagoa da Prata, Diocese de Luz, MG, teve como tema “Das Nascentes do Rio São Francisco, às Terras da Justiça” e como lema “Cuidando da Mãe Terra e da Irmã Água”. Nesse vídeo, o registro da visita de frei Gilvander, Hemerson e João Bento ao rio São Francisco, cujas águas seguem cantando o louvor da criação, mas clamam por socorro pela vida ameaçada. A região de Lagoa da Prata, antes pantanosa, pela vitalidade do Rio São Francisco, se vê cercada a partir de 1945 pela monocultura da cana, o que prejudica gravemente a Natureza, a Mãe Terra, a Irmã Água e toda a criação. Mudou a paisagem e muito sérias são as consequências para a vida, em toda sua biodiversidade. Um grito por justiça ressoa no ar: pelo Rio São Francisco, pela Mãe Terra, pela Irmã Água, por todos os filhos e filhas de Deus, por todas suas criaturas. A força do capitalismo - máquina de moer vidas - e dos capitalistas tem que ser contida. E isso é responsabilidade de todas as forças vivas da sociedade e das igrejas, de todas as pessoas que sonham e lutam por uma sociedade transformada, com justiça social, agrária e ambiental. 
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG.

* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Compromisso com a Casa Comum/XXI Romaria/Águas/Terra/MG/Missões/5ª Parte...







Compromisso
com a Casa Comum - XXI Romaria das Águas e da Terra de MG – Início das Missões
– 5ª Parte – 08/9/2018.
A culminância da XXI Romaria
das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, que aconteceu em Lagoa da
Prata, Diocese de Luz/MG, dia 16/9/2018, foi precedida de uma Semana
Missionária, realizada nas 11 Comunidades da Paróquia São Francisco de Assis,
de Lagoa da Prata. No início das missões, mais de 50 missionários e
missionárias encontraram-se na Comunidade Santa Clara para um momento de
formação, com vivência da espiritualidade e mística dessa XXI Romaria. Após
momentos de reflexão acerca dos graves problemas que afetam o meio ambiente na
Diocese e que exigem ações urgentes em defesa da Mãe Terra e da Irmã Água,
missionários e missionárias foram informados também de felizes iniciativas da
Comunidade, visando o cuidado com a Casa Comum, com a vida, como é o caso do
Projeto Barraginha, que capta a água de enxurrada, controlando a erosão e
guardando a água no subsolo; da APAC (Associação de Proteção e Assistência ao
Condenado), e que também recebeu a visita missionária. Os missionários e
missionários da XXI Romaria das Águas e da Terra de MG tiveram à sua disposição
uma Cartilha com orientações para a Semana Missionária e roteiros de Sete
Encontros a serem realizados com as famílias missionadas, como também o
Cancioneiro Popular com quase 100 cantos sugeridos. “Das Nascentes do São
Francisco, às Terras da Justiça”, “Cuidando da Mãe Terra e da Irmã Água”
missionários e missionárias foram motivados a anunciar a boa nova da esperança,
denunciar injustiças e situações de morte, na certeza de que é possível
construir uma sociedade justa, fraterna, que respeite a dignidade da vida em
toda sua biodiversidade e cuide com responsabilidade da nossa Casa Comum, o
Planeta Terra.
*Reportagem e Filmagem de
frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira,
da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Lagoa da Prata/MG, 08/9/2018.
* Inscreva-se no You Tube,
no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander,
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Ocupação dos Carroceiros/Bairro Tirol/BH/MG: Negociação, sim. Despejo, n...





Ocupação dos Carroceiros, no Bairro Tirol, em Belo Horizonte/MG: Negociação, sim. Despejo, não. 23/9/2018.

Famílias de carroceiros, há quase seis anos, formam a Ocupação dos Carroceiros, no Bairro Tirol, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, MG. A Ocupação, que conta com o apoio do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e da CPT (Comissão Pastoral da Terra), foi a única alternativa dessas famílias de carroceiros que não tinham e não têm condições de comprar a casa própria e nem de se submeterem à pesadíssima cruz do aluguel. A área, antes ponto de desmanche, de consumo de drogas, descarte, hoje é um espaço organizado por famílias que criaram vínculos afetivos umas com as outras, são usuários do serviço de saúde pública da região, seus filhos estudam em escolas próximas, têm suas criações e, muito importante, ali habitam com seus cavalos e éguas, companheiros/as de trabalho em suas carroças. Há alguns dias, as famílias foram surpreendidas com a notificação de uma liminar de reintegração de posse, em favor da SUDECAP da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) - notícia levada pela URBEL S.A (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte, da PBH) -, exigindo que saiam do local até amanhã, dia 25/9/2018, sob pena, segundo informaram, de serem despejadas à força. Sem alternativa digna prévia, esse despejo da Ocupação dos Carroceiros é injusto, imoral e desumano e fere os princípios da Dignidade Humana, do Direito a Moradia e da função social da terra, da Constituição Federal, já que as famílias não foram ouvidas, e nem o TJMG acionou o Ministério Público e a Defensoria Pública da área de Direitos Humanos. Como despejar essas famílias que sobrevivem do trabalho com as carroças, sem lhes apresentar alternativa digna e prévia, onde possam morar, com espaço também adequado aos seus animais, companheiros/as de trabalho? Pelo direito à moradia digna, pelo direito ao trabalho dos carroceiros da Ocupação dos Carroceiros do Bairro Tirol, em Belo Horizonte/MG, pelo respeito à dignidade humana, NEGOCIAÇÃO, SIM. DESPEJO, NÃO.
*Reportagem e Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte, MG, 23/9/2018.
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sábado, 22 de setembro de 2018

Padre Tonhão: "Nossos rios foram secados!"/XXI Romaria/Águas/Terra/MG/Mi...





Padre Tonhão: "Nossos rios foram secados!": XXI Romaria das Águas e da Terra de MG – Missões - 3a Parte. 08/9/2018.

A culminância da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, que aconteceu em Lagoa da Prata, Diocese de Luz/MG, no dia 16/9/2018, foi antecedida por uma Semana de Missões nas 11 Comunidades da Paróquia de São Francisco de Assis, que tem como pároco o Padre Joel Bernardes Macedo, em Lagoa da Prata. No início dessas Missões, missionários e missionárias participaram de um fecundo encontro de formação, mística e espiritualidade dessa XXI Romaria. Nesse vídeo, a assessoria de Padre Antônio Campos Pereira, o Padre Tonhão, que refletiu com os/as missionários/as os “Sete Caminhos para a Paz”. Nessa reflexão, foi apresentado o equilíbrio com o meio ambiente como um dos caminhos para a paz. E aí, a importância da realização da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais na região, cheia de “chagas” abertas nos rios - gravemente aberta no rio São Francisco, na terra, feridas que destroem a vida, levam à morte, se medidas necessárias urgentes não forem tomadas para conter a ganância dos capitalistas e do capitalismo que tem como objetivo único alimentar o deus mercado e seus privilégios. Nesse contexto crítico, preocupante, essa XXI Romaria das Águas e da Terra chega com o clamor da vida, convocando todas as pessoas de boa vontade, todas as forças vivas das igrejas e da sociedade a assumirem, de forma consciente e responsável, seu papel de romeiros e romeiras da Mãe terra, da Irmã Água e de toda a criação, corresponsáveis pela implantação da justiça social, agrária e ambiental, para que a vida, em toda sua biodiversidade, seja preservada e se realize em nosso meio, o projeto de Jesus de Nazaré, que é de vida com qualidade, dignidade e abundância para todos e todas, filhos e filhas criados à imagem e semelhança do Deus da Vida.

*Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

24º Grito dos Excluídos/BH/MG – Vida em primeiro lugar! - 3ª Parte - 07/...





XXIV Grito dos Excluídos, em Belo Horizonte/MG – Vida em primeiro lugar! - 3ª Parte - 07/9/2018.

“Até quando nós vamos ter que fazer Grito dos Excluídos”? – Perguntava frei Gilvander aos participantes da caminhada com o Grito dos Excluídos, em Belo Horizonte/MG. Será a resposta uma utopia? Com certeza, não. Manter a resistência e seguir firmes na caminhada construída no esperançar de todos e todas que acreditam que é possível construir uma sociedade justa, fraterna, solidária, sustentável ecologicamente e ecumênica. Uma Pátria verdadeiramente livre onde a democracia, a soberania do país, sua história e sua memória sejam respeitadas, todos e todas possam viver com dignidade, a Natureza seja respeitada, com a Mãe Terra e a Irmã Água – dons do Deus da Vida, direitos de todos e todas - tendo a atenção, o respeito e o cuidado que lhes são devidos. Em Belo Horizonte, milhares de pessoas fizeram ressoar esse grito: “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência: basta de privilégios!” Essa mobilização popular que se fez presente em todo o Brasil é que pode vencer o avanço da força opressora do capitalismo e dos capitalistas e sua participação no Poder Executivo e Legislativo (com apoio de grande parte do Judiciário) que não têm o menor escrúpulo ao propor, aprovar e defender medidas politiqueiras criminosas, que só fazem aumentar a desigualdade, a miséria e a violência social. Somente uma ampla mobilização popular é que pode interromper o golpe em curso e fazer valer os direitos fundamentais, o respeito aos povos tradicionais, aos camponeses e camponesas, ao povo negro, aos jovens, aos LGBTs, a todas as populações das periferias, aos Movimentos Populares, enfim, fazer com que seja garantido a todos e todas o respeito à sua dignidade. *Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. 2ª Parte. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 07/9/2018.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Vida em primeiro lugar!/24º Grito dos Excluídos/BH/MG - 2ª Parte - 07/9/...





Vida em primeiro lugar! – XXIV Grito dos Excluídos/BH/MG - 2ª Parte - 07/9/2018.

Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, realizou, com grande participação popular, o 24º Grito dos Excluídos. “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência: basta de privilégios!” Milhares de pessoas fizeram ressoar esse grito pelas ruas da capital mineira. É o grito contra a violação da democracia e dos direitos fundamentais, em consequência do golpe em curso, que fere a vida e a dignidade do povo brasileiro. Um grito contra as medidas politiqueiras criminosas de austeridade que só fazem aumentar a desigualdade social e, por consequência, a violência social. O momento é preocupante, é crítico, e só a mobilização popular, consciente e responsável, pode frear essa tentativa de avanço das forças do capital e dos capitalistas, que defendem privilégios, oprimem, excluem, matam, querem se apoderar das terras, das águas e gerar cada vez mais riqueza para poucos à custa de mais pobreza para muitos. Só a mobilização popular pode dar rumo novo a essa história e construir uma nova sociedade fundamentada na justiça social, a serviço da vida com dignidade para todas e todos. *Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. 2ª Parte. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 07/9/2018.
*Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.